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sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

OBRIGADO PELO RETORNO, MUTANTES!! SAMPA AGRADECE!!

A nova "antiga" formação com Zélia Duncan (foto Estadão)

Ontem, 25 de janeiro de 2007, nossa cidade completou 453 aninhos, com um corpinho de 452 (haha, que sem graça...). Houve muitos eventos por toda a cidade para comemorar a data, mas acredito que o melhor, foi o show no Museu do Ipiranga, onde se reuniram, num show simplesmente memorável Nação Zumbi, Tom Zé e fechando essa noite mágica (regada a cerveja quente e muita desorganização, mas isso fica pra depois) o show que os gringos pagaram muito bem pra ver e que nós, paulistanos, assistimos de graça: OS MUTANTES!! Show perfeito, em todos os sentidos, tanto o repertório como a performance em palco, os músicos estavam impecáveis. Zélia Duncan, fez o público esquecer totalmente de Rita Lee, pois sua voz e sua presença de palco, não deixaram dúvidas quanto a sua competência.
Com a formação clássica, além de Zélia Duncan, os Mutantes se apresentaram com Arnaldo Baptista (teclados), Sérgio Dias (guitarra e violões), Dinho Leme (bateria) e mais músicos de apoio, levaram ao êxtase a multidão que lotou o Parque da Independência. O curioso disso tudo, é que uma boa parte do público nem era nascida na época em que a banda se apresentava, eu mesmo não conhecia muito o trabalho deles, o que confirma que uma banda competente e talentosa não necessita tanto da mídia para comprovar que são realmente talentosos. Mais um fato curioso, foi que, após a decisão de retornarem ao cenário musical, a primeira apresentação ocorreu em Londres, pois não houve interesse de ninguém no Brasil, de bancar a volta dos músicos. Se essas mesmas pessoas assistiram o show de ontem, com certeza queimaram a língua!

Quanto a organização do evento.....a incompetência reinou, como era de se esperar. A Polícia Militar proibiu a entrada no parque de pessoas carregando bebidas alcólicas, o que fez muita gente procurar os ambulantes (que ficaram do outro lado da cerca). As pessoas que saíssem e retornassem portando latinhas de cerveja (quente!) eram proibidas de retornarem. O resultado dessa determinação da PM só não gerou uma catástrofe, pois muitos não se conformavam, porque o dia era de festa. Não quero fazer apologia ao consumo de álcool nesse espaço, mas, por que não montaram uma infraestrutura com barracas credenciadas, dentro do parque, para que não houvesse confusão? Foi um dia quente, abafado, o parque totalmente tomado, é natural que as pessoas sintam vontade de tomar uma cervejinha, mesmo porque, como eu ja disse, la dentro não havia nenhum lugar para se refrescar! Não que eu tenha visto! O que realmente doeu, foram amigos meus, de outros estados, revoltados e metendo o pau na minha cidade e diante de tantos absurdos acontecendo a olhos vistos (um guarda chegou a sacar a arma para impedir uma pessoa de comprar cerveja de um ambulante, que estava fora do parque!), eu não tinha argumentos para poder "nos" defender! Graças a Deus, o evento ocorreu sem nenhuma ocorrência grave, com pessoas satisfeitas com as performances das bandas. Só que eu tenho certeza que muita gente teve dor de barriga por causa da cerveja quente!!! Agradecimentos especiais ao Culturando.com, pois só la eu encontrei o endereço certo para poder ir ao show, valeu!! Quanto ao comando da PM, reflitam melhor nas decisões nos próximos eventos de massa. Combatam o porte de drogas, porque o que não faltou ontem foi maconha, e outras drogas. Sem dúvida, o álcool, em excesso, faz tão mau quanto, mas é liberado e cabe a cada um que o consome ter a consciência do limite a ser ingerido e não aos senhores! Isso se chama DEMOCRACIA!!

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

A Cratera do metrô e a mídia

Sexta-feira, dia 12, por volta das 15:00, a capital paulistana parou para acompanhar uma tragédia: no canteiro de obras da futura linha 4 do metrô, no bairro de Pinheiros, abriu-se uma enorme cratera, que lembrava muito as crateras da lua. Mas ao contrário desta, equipamentos, caminhões e vidas foram tragadas.
Todos nós, querendo ou não, acompanhamos esses terríveis eventos durante toda a semana passada, eventos estes onde não faltaram personangens: os heróicos bombeiros, incansáveis no resgate das vítimas, os políticos, os moradores das casas próximas as obras, as famílias das vítimas, que durante uma semana não arredaram o péu do local, até terem notícias dos seus familiares e a mídia, que a todo momento trazia novidades sobre o ocorrido. Cada um desempenhou seu papel dentro desse drama urbano. Mas há de se destacar o papel da televisão durante o desenrolar dos fatos. Cobertura de quase 24 horas, dando todas as informações pertinentes e impertinentes, reportagens especiais com especialistas em terrenos para escavação, engenheiros, enfim, tudo que poderia explicar como tal fato tinha ocorrido.
Mas houve um momentos em que não haviam novidades a serem divulgadas, e foi a partir daí que fomos obrigados a ver reprises de imagens que ja haviam sido veículadas anteriormente e boletins que divulgavam a cada cinco minutos....nenhuma novidade do que havia noticiado nos cinco minutos anteriores! Fora o show de apresentadores escandalizados, que gritavam e xingavam políticos, dizendo que isso é uma vergonha e isso e aquilo! Ou seja, o que era pra ser uma prestação de serviços, acabou se tornando um circo, com os palhaços da mídia dando espetáculo, para uma população que estava ávida por notícias.
Quando os bombeiros resgataram a suposta última vítima do acidente (foram seis ao todo), a mídia ja não dava a mesma importância para o ocorrido e assim, questões relevantes ainda ficaram sem resposta: A obra vai continuar? Se sim, quais as medidas serão tomadas para que não ocorra uma nova tragédia? E as famílias que perderam parentes, como ficarão daqui por diante? As pessoas que perderam suas casas, que foram condenadas por estarem próximas a cratera, como viverão daqui em diante? E o mais importante, será que a mídia vai cumprir seu papel, de, esquecendo o sensacionalismo barato de alguns apresentadores boçais, que é apurar os fatos, mostrar o papel da justiça para punir possíveis responsáveis, e acompanhar os casos dessas famílias que perderam suas casas em prol do progresso? Até a próxima tragédia, eu espero que sim!